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Camila é muito doida, gosta de comer chocolate de cana e namorar no laguinho. Carol é muito sorridente e gosta de ler e falar demais da conta!! Gabi é super nervosinha e adora cineminha. Clarissa vive caindo por aí, mas tem juízo intelectual.Belisa adora uma briguinha, mas ela é boazinha.



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Momento nostalgia

Fim de semana, os amigo se juntam, a cerveja está super gelada! Conversa vai, conversa vem. Cerveja vai, e cerveja vem (e como vem!). Goles e mais goles. Goles e mais goles ainda. Pronto! É aí que acontece.

O papo ia caminhando bem, os assuntos eram os mais diversos, quase sempre algumas besteiras são a pauta principal. Até que o tal momento chega e... momento nostalgia! Todos começam a lembrar da infância, das brincadeira, da época que a palavra responsabilidade não fazia sentido algum. Mas uma coisa é ainda mais curiosa. Por que será que sempre surge o assunto os desenhos animados do passado e seus "significados verdadeiros"? Já ouviram isso? Vamos lá:

Os Smurfs "na verdade" eram imaginação do Gargamel que tomava doses cavalares de chá de cogumelo.

Alice no País das Maravilhas era uma menina muito levada que vivia "saindo do ar" e começava a ver coelhos com relógio na barriga e por aí vai.

Os fofíssimos ursinhos Gummy, que tomavam um líquido tão poderoso que fazia com eles saíssem pulando por aí.

A famosa Caverna do Dragão e as crianças que na verdade... bom essa história nem eu agüento mais escrever!

Os desenhos são sempre os mesmos, as opiniões são sempre as mesmas, e o momento nostalgia... adivinha... é sempre o mesmo!

 Gabriela Santos



- Postado por: pequenasincendiárias às 17h19
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Não sei

 Sabe aqueles dias em que a única coisa que você consegue pensar é em não sair da cama? Pois é. Hoje meu dia começou assim. Um sono e uma preguiça que não tinham fim. Como minha mãe costuma dizer quando isso acontece: parece que a "mosca do sono" me mordeu. Mas poxa vida! Dormi até cedo ontem...

Por que será que alguns dias, mesmo sem estarmos cansados, nos dá uma preguiça tamanha que só o ato de pensar em fazer alguma coisa já cansa? Eu hein! Infelizmente esse é mais um dia como outro qualquer, ou seja, seus compromissos não estão nem um pouco interessados em saber se a tal mosquinha do sono te mordeu mesmo ou não.

Coisas, coisas e (opa!) quando penso que acabou... mais coisas para fazer. Vida de estudante... faculdade... trabalhos... datas... horários... Eu tentando cumprir todas as obrigações e o tal do sono e a tal da preguiça insistindo em não me abandonar.

Quando o dia começa a dar adeus e eu finalmente percebo que terminei minhas obrigações... cadê o tal do sono? Agora que era a hora dele vir... nada dele! Bom, fazer o que? Esperar o sono chegar e lembrar que amanhã poderá ser mais um desses dias que a preguiça parece reinar em nós. Por que, hein?

Gabriela Santos



- Postado por: pequenasincendiárias às 17h18
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O homem da cobra

(um breve perfil)

Fala mais que tudo, mas o que gosta é de assustar. É assim que vende. "Cuidado! Cuidado!", o homem grita e mais alguém grita com medo do bicho picar. Depois, quando a pessoa cai em si vê que o bicho é de mentira... lá vai mais uma vítima. Ou a pessoa sai zangada ou ela volta e pergunta o preço.

Cosme dos Santos. O homem da cobra. Todo dia tá lá na Conde da Boa Vista jogando cobra em cima do povo. É o povo passando e a cobra passando também por baixo das pernas do povo. A cobra é de plástico, não pica, mas rende um dinheiro. Esse ele pega e leva para casa. Selma, sua mulher, junta tudo e no final do mês paga as contas. "Tudo em dia viu?", ele garante.

"Cuidado! Cuidado! Óia a cobra !"... mais um. E esse volta. "Quanto é?". "5 reais". "Faz mais barato rapaz". "Pô, dá não". "Mas esse bicho dura né?". "Dura enquanto a vida dele durar". "Tá, toma". Mais cinco reais no bolso pra dona Selma... e assim segue o negócio da cobra. Começou quando ele tava desempregado e "seu joão meu vizinho me mostrou o material, disse que vendia muito e vi logo que era de primeira". E aí, primeiro foi na praia... "mas na praia o povo só quer saber de beber". Depois lá em Olinda... "mas turista não gosta de cobra não". Agora ele tá aqui, já tem seu público cativo, todo mundo sabe quem é o homem da cobra da conde da boa vista e tem gente que já não se assusta.

-"... ô Cosme, e quando o povo cansar da cobra?"

- "Ahhh pô... seu joão tá fazendo outros bichos lá... tu vai ver!"

- "Tá bom Cosme. Só não joga em cima de mim beleza?"

Clarissa Trevas



- Postado por: pequenasincendiárias às 16h43
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Chuva de Sapos

Não engula sapos. Deixe-os ir embora na chuva.

Sim, ela existe. A chuva de sapos já foi narrada desde antes da Idade Média. É um fenômeno meteorológico raro e até está narrado na bíblia. Em 11 de julho de 1836, por exemplo, um professor enviou uma carta a Academia de Ciências Francesa, em que dizia:

"Esta nuvem trovejou sobre o caminho, a umas sessenta toesas de onde estávamos. Dois cavalheiros que vinham de Toulouse, nosso destino, e que estiveram expostos à tormenta, viram-se obrigados a usar os seus abrigos; mas a tormenta os surpreendeu e os assustou, já que se viram vítimas de uma chuva de sapos! Aceleraram a sua marcha e apressaram-se; ao encontrar a diligência contaram-nos o que lhes acabava de acontecer. Vi então que a sacudir seus abrigos diante de nós, caíram pequenos sapos."

A causa desse tipo de chuva pode ser explicada nas fortes correntes de ar encontradas em tempestades e tornados. A intensidade dos ventos pode ser tão grande que são capazes de absorver ou empurrar para cima animais que estejam sem refúgio. Dentro do núcleo da tempestade os bichos ficam lá rodando até que os ventos percam a intensidade e os soltem para o solo, criando uma verdadeira chuva. Às vezes, a tempestade é tão violenta que ao invés dos sapos inteiros, a chuva os devolve a terra em pedaços de carne.

Clarissa Trevas



- Postado por: pequenasincendiárias às 16h37
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Teatro de fantoches

Uma platéia, atores no palco representando personagens diferentes, com discursos programados e os espectadores, que, pacivamente, recebem o que vêem. Alguns entendem o que presenciam e até riem, outros por sua vez, não conseguem perceber o que o teatro tem a proporcionar. Essa descrição pode ser muito bem associada às belas apresentações teatrais, mas para muitos ela se parece mesmo é com a política. Como assim? Você pode se perguntar, mas é isso mesmo o que a coisa pública representa quando é analisada numa óptica realista.

Até parece que vivemos em um palco onde a política é quem manda e o povo é o boneco de fantoche! Por exemplo, enquanto hoje nos bastidores do Senado, a oposição se organiza para fazer acordo entre PMDB e PT, (a fim de salvar o mandato do "excelentíssimo" Renan em troca de votos que aprovem a prorrogação da CPMF até 2011), os 14,9 milhões de analfabetos não estão nem sabendo, ou entendendo! Isso sem falar nos analfabetos funcionais, e nos "cidadãos" quem simplesmente rejeitam a política neste país! Pasmem!

O presidente do Senado pode ter o mandato intacto em troca de favores, será que faz sentido um político acusado de controlar meios de comunicação, de atuar como lobista para beneficiar uma cervejaria, de ter usado dinheiro de empreiteira para pagar contas pessoais (atos proibidos por lei) se safar assim, por mero acordo?

Pois a realidade política no nosso país é essa nua e crua, os atores agem enquanto uma grande parcela só assiste. A verdade é que muita gente não quer nem saber desses fatos, ignoram totalmente. O cenário parece mais o de um teatro, um grande e dramático espetáculo e o povo? Esse sim precisa fazer algo, colocar a boca no trombone; ou por que não começar a acompanhar as decisões dos donos da cena?

Caroline Pellegrino



- Postado por: pequenasincendiárias às 16h59
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Sigam-me os bons

A maioria dos meus relacionamentos acaba mal-resolvida. Não que seja culpa de alguém. É sempre culpa da confusão que os sentimentos nos fazem reproduzir. As pessoas são confusas por natureza, e eu dispenso apresentações quanto a isso. Já dizia minha amiga que namorar é um estágio. Eu diria que é um bom estágio. Por mais que você tente ficar parado, você, ao longo da vida, está sempre andando para frente. Crescendo, mudando, vivendo, experimentando. E porque cobrar mais de um estágio? Eu podia, e era fácil, dizer que foi ruim, só pra ter aquele gostinho de vingança. Mas eu não quero não. Aprendi com outros estágios da vida que é bom desejar o bem. Eu quero dizer que foi bom, quero parafrasear Vinícius. Quero dizer que o amor é lindo, ainda que seja de vidro. Mas eu quase quero também "paraviver" Vinícius. Quem sabe morrer numa banheira de espumas, com um whiskinho do lado, poetizando a vida? Vivendo de amores e de licores todos os dias. Sem medo de mudar, de errar, de cair, de sofrer. Sofrer, cair, errar, mudar faz parte. É preciso que nós naturalizemos as dores. Até no simples ato de nascer está inerente a dor. É preciso pensar na vida com loucura, com afeto, com vontade de rirmos do dia de ontem, até a barriga doer. Com floresceres todos os dias. Florescer é como nascer um pouco a cada novo momento A gente se surpreende com a vida, com os amigos, novos e velhos amores. A gente se surpreende ao novo sabor de um vinho novo, de um cabelo novo, de um novo no velho. É preciso renascer e encontrar sentidos para entender que a vida é mais bonita.

Sigam-me os bons. E tentemos, mais uma vez.

Camila Ribas



- Postado por: pequenasincendiárias às 16h57
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Por que não falar das rosas?



É certo que elas nascem. Algumas são planejadas pelos homens, esperadas, regadas e cultivadas em bom solo. Outras vem com o vento, são banhadas pelas chuvas e esquentadas pelo sol, sem que nenhuma mão lhes toque.
É certo que elas ouvem um bom som, tem um lindo swingue, lêem bons livros ,talvez Kundera, Hesse ou Nietzsche para começar o dia, sabem cantar de Djavan à Janis Joplin, sussurram para seduzir, gritam para chamar atenção ou se libertar. Usam um perfume irresistível, gostam de mandar correspondências e brincam com o coração de garotos bobos, vêem a vida como um filme, bebem tudo que tenha álcool, não suportam leite e fumam todo tipo de cigarro depois que estão embriagadas.
Elas valorizam a família e amam a mãe-flor acima de tudo, sabem os pontos cardeais, colaterais, subcolaterais, mas nunca encontram um caminho para si - na verdade é o universo que elas querem atingir. Elas amam se olhar no espelho enquanto fumam um cigarro, e depois passam alguma maquiagem na cara e vão dormir. Usam drogas leves e pesadas, ninguém merece ficar de cara, e adoram chamar os namoradinhos de My Baby.

Elas são como árvores, precisam de ar para sobreviver, o único lugar que elas próprias se encarceram é nos seus jardins podres a cigarro, mas a mente é no ar...Dificilmente elas choram, e quando fazem é porque realmente chegou o ponto final, ponto em que se desfazem de tudo e viram a pagina do livro. Elas são difíceis, muito difíceis...Nem Sansão tem coragem de enfrenta-las.
É certo que elas sobrevivem a tudo meu bem, então nem tente sacaniar com uma delas...
Elas têm espinhos, mas sabem se comportar como flor...
Sus!!!! Eia!, Avante! Coragem!




Tem?

 

Belisa Parente



- Postado por: pequenasincendiárias às 15h13
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Bilhete

 

Não posso me arrepender das minhas palavras, não posso porque não quero diz dizer o que já foi dito. Mas me redimo. Sem vergonha, com vontade, como um grito que sai de uma boca larga.

Confesso que algumas vezes deixei que essa vontade ficasse adormecida, calada lá no fundo do baú, mas o importante mesmo é que o impulso foi compreendido, apreendido pelo coração, como um perfume barato misturado com cigarro que impregna na pele suada. E algum dia, talvez hoje, ou amanhã, o recado seja dado.

 

Belisa Parente



- Postado por: pequenasincendiárias às 16h18
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Quando eu descobri o lado mal do bom

Não lembro a idade eu tinha naquele momento. As guerras e os conflitos internacionais sempre me deixaram em dúvidas, desde criança, a respeito da humanidade. Acho que era a Guerra de Kosovo que mais me atormentava naquele momento. Eu estava de férias, e todos os dias, durante os jornais, ouvia notícias trágicas do conflito. Não tenho certeza sobre as férias, mas lembro bem das sensações. Talvez estivesse voltado cedo para casa, já que ali ainda podia almoçar com minha família. Foi esse o dia que eu entendi o que queria dizer ser adulto. E nunca mais esqueci. Já comentei que não lembro qual era a idade à época. Eu só sei que se passou algo assim, no jornal do meio-dia: Finalmente a guerra acabou". Eu me enchi de alegria, sabendo que aquilo era extremamente positivo. Estava assistindo o noticiário, sem ais gente por perto. Fiquei eufórica. Era quase como dizer que me tinha nascido um irmão. Me preparei por mais tempo para saber detalhes da notícia. Quando terminou, corri na cozinha para contar a minha mãe, que mal me olhou com um "que bom", e logo partiu para "agora vá tomar um banho". Desde pequena coisas tolas não me abalam como propositadamente deveriam me provocar. E não foi ali que iria me acontecer pela primeira vez. Corri para o meu atento pai, que mandou esperar, pendurado no telefone. Me lembro que fora o seu primeiro celular. Se eu fosse um cachorro, acho que tinha feito xixi. Mas eu não era um. Depois dos cinco minutos mais angustiantes do mundo inteiro, consegui dizer, com a maior das alegrias do mundo, olhando para o meu alto pai, que "a guerra acabou", quase como um grito. Ele disse exatamente: eu sei minha filha, mas eu tenho que trabalhar". Tudo bem. Tive alguns pesadelos. Fiquei abatida durante todo o dia. Mas finalmente pensei que descobri o que é ser humano. Mas eu também aprendi que não dá para dizer o que é a humanidade.

Para o bem ou para o mal, eu sempre me surpreendo com ela.

Camila Ribas

- Postado por: pequenasincendiárias às 16h13
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A arte de escrever

 

             Um turbilhão de idéias, os pensamentos, quando são derramados em forma de texto, podem formar obras maravilhosas, livros instigantes, artigos, reportagens que emocionam, informam, suscitam concordância, discórdia ou ainda, a linguagem textual pode servir, simplesmente, como relatos, rascunhos que ajudam as pessoas a se organizarem para tomar atitudes. Escrever, portanto, pode ser uma tarefa prazerosa, libertadora em alguns momentos como também ser sinônimo de obrigação, regra que expelem a harmonia do ser.

            De fato, pode se dizer, através de experiências simples e conversas com pessoas, que escrever é uma arte apreciada por alguns e detestada por outros. Há quem não escreve, pois tem aversão às normas e se preocupa tanto com isso, que quando se vê diante das letras apavora-se. Outros, ao contrário, amam a liberdade que têm perante aos signos e escrevem sobre tudo; política, moda, amor, cultura, economia numa decodificação sem fim.

            Explosões Literárias surge com o intuito de reunir artigos, matérias, notas, resenhas e críticas com linguagens jornalístico-literárias ou somente literárias, na qual o autor pode usar da criatividade e do bom ou mau humor na construção dos textos. Um espaço como este blog serve de fonte para a liberdade de idéias, opiniões, e a partir daí, o autor pode discutir sobre variados temas da sociedade com um olhar diferenciado daquele que, muitas vezes, é encontrado nos tradicionais veículos de comunicação. Curiosos, críticos e simpatizantes a essa ideologia podem enviar as produções para os web-masters, pois serão avaliadas para possíveis publicações.  

 

                                                                                                                                                                                    Caroline Pellegrino   



- Postado por: pequenasincendiárias às 17h49
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